Já ouviu falar de economia circular? Entenda a importância no MarketPlace

 Já ouviu falar de economia circular? Entenda a importância no MarketPlace

Foto: Freepik

Ao contrário do que se pensa, a prática não precisa ser adotada apenas por grandes empresas, mas por pequenos negócios e até pelo consumidor.

 

Quando falamos sobre economia circular, estamos falando de algo além da reciclagem. Trata-se de um ecossistema inteiro, que envolve desde mudanças no consumo até o desenvolvimento de novos modelos de negócio. 

A ideia é achar um equilíbrio entre o melhor uso dos recursos naturais, o valor dos produtos e atender a demanda social. Tudo isso para diminuir o impacto humano no meio ambiente.

Processo, que inclusive, está na lista de metas do mundo todo. Desde 1989, através da United Nations Environment Programme (Unep),países do mundo todo (inclusive o Brasil) estão comprometidos a buscar meios mais sustentáveis de produção. 

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Entendendo o conceito de economia circular

A economia circular é baseada na natureza, em que nada é descartado e tudo é reaproveitado de alguma forma, onde até os resíduos são insumos para a produção de coisas novas.

Trazendo isso para a indústria, é encontrar meios de se aproveitar produtos inutilizados. 

Como por exemplo, utilizar peças de eletrônicos que não servem mais como insumos para a fabricação de novos produtos. A ideia é que eles sejam reprocessados e reintegrados à cadeia de produção. 

O Brasil está fazendo a sua parte?

Para responder esta pergunta, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) realizou uma pesquisa em 2019 e percebeu que 75,6% das empresas já praticam de alguma forma a economia circular. 

Mais da metade responderam que a principal prática é a otimização dos processos (56,5%), seguido do uso de insumos circulares (37,1%) e a recuperação dos produtos (24,1%).

Contudo, a maioria dos entrevistados não sabem que as suas iniciativas se enquadram no conceito de economia circular.

Maior produtor de lixo

Por outro lado, o Brasil ainda tem muito a melhorar. De acordo com a Organização Mundial das Nações Unidas (ONU) o país gera 541  mil toneladas de lixo por dia. Tornando-se o número um em geração de lixo da América Latina. 

Dados que também são refletidos no governo. Por isso, em 2020, a CNI ainda criou uma cartilha de Compras Públicas Sustentáveis, para estimular o Estado a criar requisitos no processo de compras públicas.

Práticas para um desenvolvimento sustentável

Embora aproveitar totalmente um produto seja uma tarefa difícil, existem outras formas de pôr em prática a economia circular. 

Como por exemplo, a desmaterialização de produtos ou serviços. Ou seja, deixar de valorizar tanto a função e a utilidade e se importar um pouco mais com o produto em si.

 Ou então, na própria fabricação, com o melhoramento na criação de produtos e o reaproveitamento de resíduos sólidos. 

É recomendável também a confecção de produtos com o máximo de insumos recicláveis possível, além de sempre evitar substâncias tóxicas e perigosas. É fundamental reduzir possíveis contaminações e aumentar a circulação de materiais.

Outras medidas simples, como uma atenção maior à embalagem utilizada ou a redução de plástico, também fazem parte deste ecossistema. 

É importante ressaltar também que a sustentabilidade ainda está ligada a ações sociais, educacionais, de diversidade e inclusão.

Exemplos de economia circular no Brasil

Algumas empresas já adotam políticas de circulação sustentável, como por exemplo, a brasileira CBPak, que atua na produção de copos, potes e bandejas com mandioca. Depois que são utilizados, os produtos não precisam ser descartados, pois viram adubo.

Ou então a Rede Asta, que mostra o poder da colaboração na economia circular. Com um negócio totalmente multissetorial, a empresa possui mais de 60 grupos de mulheres artesãs que transformam resíduos pós-industriais em arte. 

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Não depende apenas da empresa

Por outro lado, é importante ressaltar que a economia circular não depende apenas da empresa, mas também das atitudes de todo mundo envolvido no ciclo de vida do produto. O consumo também precisa ser consciente. 

Na China, por exemplo, a economia circular faz parte da Lei de Promoção da Produção Limpa, que impõe a difusão de informações sobre questões ambientais na mídia e instituições de ensino para acostumar o público sobre a questão.

No Brasil, embora não seja muito conhecida, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), lei implantada em 2010, visa garantir a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos, a operação reversa e o acordo setorial.

Ela diz que todos os envolvidos no ciclo produtivo, desde os consumidores aos serviços públicos, devem adotar práticas que minimizem o volume de resíduos, além de assegurar que produtos sejam reintegrados novamente ao ciclo produtivo.

A importância da Economia Circular no MarketPlace

No ambiente de MarketPlace, ser comprometido com a sustentabilidade é um dos fatores que pode fazer a diferença na escolha do cliente. 

E parece que o público está cada vez mais engajado com o assunto. Pelo menos, de  acordo com um estudo global feito em 27 países para entender as percepções do consumidor.

O levantamento destacou que mais de 80% dos brasileiros esperam que os vendedores cuidem do que está sob o seu controle e sejam transparentes em relação aos seus processos produtivos. 

60% ainda responderam que desejam que as empresas estabeleçam metas para tornar o mundo melhor.

Qual o seu papel

E você, já mediu os impactos que o seu negócio causa no planeta? A partir deste questionamento é possível compreender quais são as melhores estratégias e hábitos a se mudar para um mundo melhor, sejam eles direto ou indiretamente ligados ao seu produto. 

Dicas para o pequeno produtor  

Se você é um pequeno produtor, essa pode ser uma tarefa um pouco complicada, pois pode ser que envolva a readequação de insumos ou produtores, mas que é uma ação necessária. 

Você não precisa fazer tudo de uma vez, mas ir se reformulando aos poucos. Isso é possível adotando pequenas práticas, como:

  • A utilização de insumos renováveis (que vão desde a confecção do produto a embalagem, como ecobags ou caixas de papelão);
  • A redução do plástico (que pode envolver a troca por papel ou caixas e até produtos biodegradáveis, por exemplo);
  • Contrato com fornecedores que se preocupem com a sustentabilidade;
  • Redução de lixo;
  • Descarte consciente de resíduos;
  • Conscientizar o público. 

Dicas para quem revende

Você não precisa necessariamente criar um produto sustentável para fazer parte da economia circular. Os brechós ou a venda de artigos usados, por exemplo, estão totalmente de acordo com a ideia. 

Por outro lado, se você revende produtos novos, é importante entender onde eles são feitos, se os materiais são renováveis e o que os seus fornecedores pensam sobre um desenvolvimento mais sustentável.

Como dito acima, busque embalagens reutilizáveis ou biodegradáveis, além do descarte responsável e a conscientização dos seus clientes.

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